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Artigo

A necessidade da regeneração

J. I. Packer 18 de Abril de 2018 - Salvação

O texto abaixo foi extraído do livro Vocábulos de Deus, de J. I. Packer, da Editora Fiel.

Por que o homem precisa da regeneração? Porque, conforme nosso Senhor explicou a Nicodemos, enquanto o homem permanece na “carne” (Jo 3.6) isto é, permanece pecador como nasceu não é capaz de entrar no reino de Deus. Sem a regeneração, não existem atividades espirituais. Quem não nasceu do alto não pode ver (compreender) o reino de Deus (o reino da salvação), nem pode entrar nele (pela fé no Salvador) (Jo 3.3, 5). O que fica implícito no fato que alguns recebem a Cristo é que nasceram de Deus (Jo 1.12, 13); pois não poderiam tê-lo feito de outra maneira. Paulo coloca a questão nestes termos: “Ora, o homem natural [isto é, o não-regenerado] não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.14). O diálogo de Jesus com Nicodemos constitui um eloquente comentário sobre esse texto. Os pecadores incluindo os mais cultos e religiosos não podem receber as cousas do Espírito, que são as verdades atinentes a Cristo, enquanto o próprio Espírito de Deus não os tiver tornado em novas criaturas. Eis a razão pela qual Nicodemos e seus amigos judeus precisavam do novo nascimento. Jesus lhe disse: “Não te admires de eu te dizer: Importa-vos [plural] nascer de novo” (Jo 3.7).

Frutos da Regeneração

No diálogo entre Jesus Cristo e Nicodemos, registrado no evangelho de João, o Salvador mostrou que não há qualquer atividade espiritual sem a regeneração. Em sua primeira carta, João desenvolveu a verdade oposta de que não há regeneração sem atividades espirituais. Os frutos da regeneração são o arrependimento, a fé e as boas obras. Os regenerados creem corretamente em Jesus Cristo (1Jo 5.1). Eles praticam a justiça (2.29). Não vivem uma vida caracterizada pelo pecado (3.9 e 5.18 – as expressões “não vive na prática do pecado”, “não pode viver pecando” e “não vive em pecado” exprimem ações habituais, conforme o verbo no tempo presente, no grego, normalmente expressa, e não a impecabilidade absoluta, conforme 1 João 1.8-10 atesta. Os regenerados experimentam a vitória da fé sobre o mundo (5.4). Eles amam os seus irmãos na fé (4.7). Esses, portanto, são os sinais distintivos dos regenerados; pois ninguém pode agir dessa maneira se não houver nascido de novo. Por conseguinte, sem esses sinais, não temos qualquer base para considerar alguém regenerado. Todos aqueles em quem esses sinais se fazem ausentes, sem importar o que aleguem, devem ser julgados como filhos do diabo, como pessoas não-regeneradas (3.6-10). A regeneração é conhecida por seus frutos.

Nisso, incidentalmente, encontramos uma resposta adequada à indagação se a regeneração espiritual era uma realidade nos tempos do Antigo Testamento. A natureza humana caída não era menos incompetente quanto às coisas espirituais do

que ela é atualmente. Se naquele tempo não houvesse regeneração, então também não teria havido fé, e Hebreus 11 nunca poderia ter sido escrito.

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J. I. Packer
Autor J. I. Packer

James Ian Packer (Gloucester, 22 de julho de 1926) é um teólogo anglicano e professor de teologia no Regent College, em Vancouver, Canadá. Seus...